docente IFRJ - Campus Duque de CaxiasHomem preto, da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, carrego em minha trajetória as marcas e os saberes de um território atravessado por resistências e potências. Sou professor de Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), formado em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Especialista em Ensino de Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Novas Tecnologias para o Ensino de Matemática pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Práticas Pedagógicas na Educação Profissional Integrada à Educação de Jovens e Adultos pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Mestre em Matemática pela UFRJ e Doutor em Ensino de Ciências pelo IFRJ, com tese agraciada com Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2023. Também fui contemplado, no ano de 2025, com o prêmio Medalha Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). Atualmente, sou docente permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências (PROPEC/IFRJ), onde atuo na formação de professores em diálogo com perspectivas críticas, decoloniais, interseccionais e emancipatórias do ensino. Sou vice-líder do Grupo de Pesquisa CAFE - Ciência, Aprendizagem, Formação e Ensino (IFRJ) e pesquisador do grupo Laboratório Acadêmico de Produção de Vídeo Estudantil (UFPEL). Sou membro do Grupo de Trabalho 16 - Educação Matemática com Pessoas Jovens, Adultas e Idosas (GT 16), da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM). Tenho experiência nas áreas de Ensino de Matemática, Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas e Formação de Professores, com especial interesse em abordagens que tensionem a hegemonia do pensamento eurocêntrico, abrindo espaço para epistemologias outras - populares, negras, periféricas, insurgentes. Minha prática e minha pesquisa são guiadas pelo compromisso ético e político com a transformação social por meio da educação, especialmente na construção de outras narrativas possíveis para os sujeitos historicamente marginalizados pela escola. Como nos ensina Conceição Evaristo, ''a gente combinamos de não morrer'', e é nesse pacto ancestral e coletivo que sigo escrevendo uma docência que seja também denúncia, anunciação e reexistência.