Leandro Da Silva Guimarães
Geógrafo e pesquisador, com Pós Graduação em Geografia na área de Ordenamento Territorial Urbano e Regional na Universidade Federal Fluminense (Mestrado), Doutorando em Antropologia (PPGA-UFF), com área de interesse em antropologia e política, movimentos sociais e novas territorialidades, movimentos sociais e seu papel no cenário contemporâneo como fundantes no questionamento de modelos hegemônicos de ordenamento social. Tem como foco de estudo também a questão racial e discriminação em ambientes urbanos, atua também com gerenciamento de projetos culturais, audiovisual, teatro e produção teatral. Atualmente atua como Docente no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ- Campus Arraial do Cabo). Foi professor do curso de graduação em Geografia da Faculdade da Região dos Lagos (FERLAGOS) e no momento se dedica a pesquisas relacionadas questão urbana e movimentos sociais no LEMSTI, Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais, Trabalho e Identidade, do ICHF/UFF onde se dedica a pesquisas e estudos que abordam os significados e o papel dos movimentos socais nos cenários contemporâneos de subordinação e emancipação coletivas; com ênfase para a constituição de sujeitos políticos em contextos que envolvem o reconhecimento público de identidades e demandas por direitos frente às mudanças no mundo do trabalho e nas condições de afirmação de territorialidades específicas, seja em contextos rurais ou urbanos.Desenvolve uma pesquisa de doutorado que tem como objeto descrever e analisar a sociogênese de uma organização de luta pela moradia e pelo direito a cidade em contexto ligado a valorização capitalista do espaço urbano e produção social da desigualdade, expropriação fundiária e exclusão no PPGA-UFF. Pretende abordar o quadro interpretativo da ação política, os repertórios de confronto e a ossatura organizacional. Tal empreendimento se inscreve em um projeto de pesquisa mais amplo sobre a criação de espaços sociais militantes, implicando em uma antropologia do engajamento político e da manufatura de direitos, cujo universo empírico será uma arena de conflito específica, ou seja, o bairro periférico de Jardim Catarina, município de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro, Brasil. Este movimento social transforma os esforços cotidianos de indivíduos atomizados de acesso à moradia em ação coletiva e demanda por direito, acionando e ressignificando a categoria trabalhador enquanto sujeito político que luta e reivindica um ordenamento urbano socialmente mais justo. Nesta pesquisa realizar-se-á uma demarche que incluí necessariamente uma perspectiva histórica de mais longa duração sobre o surgimento e atuação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em São Paulo e no Rio de Janeiro, comparando os processos e condições de surgimento destes movimentos sociais urbanos no campo das dinâmicas e políticas de expropriação e exclusão capitalistas que produzem territorialidades precarizadas e resistentes, assim como a formação de sujeitos, identidades e experiências militantes em duas grandes metrópoles latino-americanas.